Sobre 2017-08-23T20:26:45+00:00

Olá! Chega ai. Vamos Prosear.

Sou a Lívia. Te da um arrepio na espinha quando alguém fala “Precisamos implantar um software”?

Aposto que sim.

Bom primeiro vou me apresentar. Acho que posso te ajudar.

Sou carioca por nascença, mineira por opção, fã de Star Wars, viciada em Friends, chocólatra por natureza e apaixonada por gerenciamento de software.

Já quis ser secretária (sonho de criança), fiz magistério (o que entrega minha idade), já fui professora (amava as crianças, odiava os pais), e, por fim, fui enfeitiçada pela TI quando criei minha primeira página em HTML. Linda! Repleta de gifs animados, título andando, estrelinhas caindo e fogos de artifício dando aquele tom de réveillon numa segunda-feira qualquer.

Foi em um curso técnico de informática que descobri o mundo do Pascal, Delphi, fiz meu primeiro banco de dados e percebi, na minha primeira manutenção de código, que usar a, b e c como variáveis era uma estratégia nada feliz.

Adorei a sensação de programar e decidi que essa seria minha carreira.

Ingressei no curso de Ciência da Computação. Não via a hora de aprender a fazer vários joguinhos e ficar rica!!! Afinal, o Evaristo havia falado no Jornal Hoje que essa era a profissão promissora. Havia escolhido certo! Não tinha como errar.

Bom, primeira aula na faculdade: Cálculo. Segunda: Álgebra. Terceira: Introdução a Lógica. Ahhh essa sim, eu pensei. Isso deve ter alguma coisa haver com programação. É caro leitor, essa foi minha expectativa. A realidade era escrever por umas 5 páginas a prova de que não existe nenhum número inteiro entre 0 e 1.

E nessa vida de estudar cálculo, física e outras matérias que não faziam sentido para quem estava com sangue nos olhos querendo programar, cometi meu primeiro de muitos erros: pensei em desistir. Fiquei completamente perdida, não me encaixava naquele ambiente, não conseguia assistir aulas e vi que todo o meu esforço em passar no vestibular me levou ao nada.

Enquanto a sala de aula só me dava indícios de que eu devia jogar tudo pro alto, por outro lado, existia a empresa Junior que me dizia que eu deveria persistir. Ali sim eu me encaixava.

Para quem não conhece, empresa Junior é uma uma associação civil sem fins lucrativos, formada e gerida por alunos de um curso superior, sob orientação de professores, que visa aprimorar o aprendizado prático do universitário em sua área de atuação.

No meu caso, os professores não se interessavam, ou seja, não tinha supervisão nenhuma e também não conseguia colocar em prática os aprendizados em sala. Afinal, quem compra teorias físicas ou um caderno cheio de integrais e derivadas?

Mas por outro lado, ali eu tive a oportunidade de captar cliente, gerenciar um projeto, fazer o pós venda e sentir que eu era capaz de ir muito além do que estava sendo apresentado pela grade do curso.

E nessa confusão de ideias resolvi que deveria dar um tempo e me inscrevi num programa de intercâmbio. Queria fazer algo que não envolvesse escola e que fosse completamente diferente do meu dia a dia. Eu precisava vivenciar algo sem planejamento e ter experiências diferentes.

Fui trabalhar em uma estação de esqui nos EUA, sem ter fluência em inglês e sem nunca ter viajado sozinha. E desse momento só tenho uma coisa a dizer: foi libertador!

Lá eu percebi que eu não preciso ter um plano milimetricamente traçado para tudo e que o segredo é ter jogo de cintura para saber lidar com as surpresas da vida. Mas eu também percebi como as pessoas são carentes de conhecimento em TI. Imaginava que EUA era o mundo da tecnologia. Que todos eram antenados e estavam por dentro das tendencias. Foi chocante perceber que não. Nesse momento me dei conta que havia um nicho de mercado.

Decidi voltar para o Brasil e fundar minha primeira empresa: a VIRTUAL LIFE.

Me uni a um amigo e criamos o conceito da empresa. Participamos de um projeto de encubação e a primeira coisa que descobri foi o quanto ruim é esse nome. Aprendemos estratégias, montamos nosso plano de negócio, aprendemos sobre contabilidade, administração, taxas e impostos. Por fim, cometemos um grande erro: tivemos medo e deixamos para depois. Ali tive uma grande lição. Não existe depois. Falimos antes de ter começado.

Passada essa experiência me envolvi em outros projetos, comecei  fazer cursos de negócios e fui para o mercado de trabalho. Comecei trabalhando como programadora e percebi que não me encaixava mais. Descobri que tenho sim paixão por linhas de códigos. Só que eu já havia sentido o gostinho de gerir equipe, criar projetos, implementar ideias. Ali sem estava meu plano de vida, Encontrei minha motivação.

Hoje sou consultora em projeto de TI. Feliz com o que faço, contudo com uma insatisfação, que julgo ser positiva, sobre até onde alcanço. Percebo que a tecnologia de informação deixou de ser fator estratégico e passou a ser suprimento de sobrevivência para a maioria dos negócios. Contudo, ainda tenho o mesmo choque que tive anos atrás quando vejo o quão carente as pessoas são de conhecimento nessa área. Programadores viraram seres de outros planetas com um linguajar próprio, difícil de entender, mas tão necessário na vida de muitos.

Agora, tenho um novo objetivo. Quero te ajudar a desmistificar esse universo. Chega mais, vai ser divertido! Prometo.