Sobre 2017-08-30T19:05:20+00:00

Oi! Eu sou a Lívia Jordão e ajudo empreendedores a escalarem seus negócios através das melhores práticas em Gestão da Tecnologia da Informação.

Bom, sou aquela garota da TI.

Aposto que você lembrou daquele programinha que deu pau, do seu computador que travou, daquela fórmula do Excel que você esqueceu como usa ou do site que está fora do ar. Pode confessar, também passou pela sua cabeça que você não entende nada do que eu falo mas tem certeza que se eu apertar uns botões e escrever uma coisa bem esquisita numa tela toda preta vou conseguir te ajudar.

Existe um grande abismo entre os meninos da informática e o resto do mundo. Esse afastamento causa um certo sofrimento pois é fato que a tecnologia de informação deixou de ser um elemento estratégico e tornou-se um recurso primário.

E como lidar com esse universo tão obscuro e essencial na vida de tantos empreendedores?

Por onde vim, como cheguei…

Sou carioca por nascença, mineira por opção, fã de Star Wars, viciada no seriado Friends, chocólatra por natureza e apaixonada por Governança da Tecnologia da Informação.

Já quis ser secretária (sonho de criança), fiz magistério (o que entrega minha idade), já fui professora (amava as crianças, odiava os pais), e, por fim, fui enfeitiçada pela TI quando criei minha primeira página em HTML. Linda! Repleta de gifs animados, título andando, estrelinhas caindo e fogos de artifícios dando aquele tom de réveillon numa segunda-feira qualquer.

Foi em um curso técnico de informática que descobri o mundo do Pascal, Delphi, fiz meu primeiro banco de dados e percebi, na minha primeira manutenção de código, que usar a, b e c como variáveis era uma estratégia nada feliz. Adorei a sensação de programar e decidi que essa seria minha carreira.

Ingressei no curso de Ciência da Computação. Não via a hora de aprender a fazer vários joguinhos e ficar rica!!! Afinal, o Evaristo havia falado no Jornal Hoje que essa era a profissão promissora. Havia escolhido certo! Não tinha como errar.

 Tropeços, tombos e acertos

Finalmente tive minha primeira aula na faculdade: Cálculo. Segunda: Álgebra. Terceira: Introdução a Lógica. Ahhh essa sim, eu pensei. Isso deve ter alguma coisa haver com programação. É, caro amigo, essa foi minha expectativa. A realidade era escrever por umas 5 páginas a prova de que não existe nenhum número inteiro entre 0 e 1.

E nessa vida de estudar cálculo, física e outras matérias que não faziam sentido para quem estava com sangue nos olhos querendo programar, cometi meu primeiro de muitos erros: pensei em desistir. Fiquei completamente perdida, não me encaixava naquele ambiente, não conseguia assistir aulas e vi que todo o meu esforço em passar no vestibular me levou ao nada.

Enquanto a sala de aula só me dava indícios de que eu devia jogar tudo pro alto, por outro lado, existia a empresa Júnior que me dizia que eu deveria persistir. Ali sim eu me encaixava.

Se você nunca ouviu falar, empresa Júnior é uma uma associação civil sem fins lucrativos, formada e gerida por alunos de um curso superior, sob orientação de professores, que visa aprimorar o aprendizado prático do universitário em sua área de atuação.

No meu caso, os professores não se interessavam, ou seja, não tinha supervisão nenhuma e também não conseguia colocar em prática os aprendizados em sala. Afinal, quem compra teorias físicas ou um caderno cheio de integrais e derivadas?

Mas por outro lado, ali eu tive a oportunidade de captar cliente, gerenciar um projeto, fazer o pós venda e sentir que eu era capaz de ir muito além do que estava sendo apresentado pela grade do curso.

E nessa confusão de ideias resolvi que deveria dar um tempo e me inscrevi num programa de intercâmbio. Queria fazer algo que não envolvesse escola e que fosse completamente diferente do meu dia a dia. Eu precisava vivenciar algo sem planejamento e ter experiências diferentes.

Fui trabalhar em uma estação de esqui nos EUA, sem ter fluência em inglês e sem nunca ter viajado sozinha. E desse momento só tenho uma coisa a dizer: foi libertador!

Lá eu percebi que eu não preciso ter um plano milimetricamente traçado para tudo e que o segredo é ter jogo de cintura para saber lidar com as surpresas da vida. Mas eu também percebi como as pessoas são carentes de conhecimento em TI. Imaginava que EUA era o mundo da tecnologia. Que todos eram antenados e estavam por dentro das tendências. Foi chocante perceber que não. Nesse momento me dei conta que havia um nicho de mercado.

O primeiro negócio

Decidi voltar para o Brasil e fundar minha primeira empresa: a VIRTUAL LIFE.

Me uni a um amigo e criamos o conceito da empresa. Participamos de um projeto de incubação e a primeira coisa que descobri foi o quanto ruim é esse nome. Aprendemos estratégias, montamos nosso plano de negócio, aprendemos sobre contabilidade, administração, taxas e impostos.

Por fim, cometemos um grande erro: tivemos medo e deixamos para depois. Ali tive uma grande lição. Não existe depois. Falimos antes de ter começado.

O que veio depois

Passada essa experiência me envolvi em outros projetos, comecei fazer cursos de negócios e fui para o mercado de trabalho. Comecei trabalhando como programadora e percebi que não me encaixava mais. Descobri que tenho sim paixão por linhas de códigos. Só que eu já havia sentido o gostinho de gerir equipe, criar projetos, implementar ideias. Ali sim estava meu plano de vida. Encontrei minha motivação.

Hoje sou consultora em projeto de TI. Feliz com o que faço, contudo com uma insatisfação, que julgo ser positiva, sobre até onde alcanço. Percebo que a tecnologia de informação deixou de ser fator estratégico e passou a ser suprimento de sobrevivência para a maioria dos negócios. Contudo, ainda tenho o mesmo choque que tive anos atrás quando vejo o quão carente as pessoas são de conhecimento nessa área. Os profissionais de TI viraram seres de outros planetas com um linguajar próprio, difícil de entender, mas tão necessário na vida de muitos.

Agora, tenho um novo objetivo. Quero te ajudar a desmistificar esse universo. Chega mais, vai ser divertido! Prometo.